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FACISC avalia recomendação sobre afastamento de gestantes
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A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) considera que as medidas para a prevenção da Covid são necessárias, no entanto é primordial que não tenhamos medidas que gerem mais ônus para as empresas e/ou Estado.
 
Neste sentido, avaliando a proposta do Ministério Público, sempre zeloso com a segurança das classes mais vulneráveis, a Federação entende que há contundente posicionamento no sentido de que a proposta não encontra fundamentos reais para sustentar esta exceção, com seguro efeito discriminatório às mulheres.
 
Certamente casos excepcionais deverão ser avaliados por médicos especificamente.
 
O presidente da Facisc, Jonny Zulauf, argumenta que gravidez não é doença e não existe indício de maior risco para as mulheres e seus bebês. “Ao contrário, em certos casos a gestante estará mais segura contra infecção no ambiente de trabalho do que em casa e até mesmo na rua”, explica Zulauf.
 
Na avaliação do diretor jurídico da Federação, André Daher, cabe às empresas oferecerem medidas de proteção aos seus colaboradores dentro das normas estabelecidas e a cada cidadão fazer a sua parte.  “Esta recomendação não obrigatoriamente deve ser cumprida tendo em vista não se tratar de uma lei. As empresas devem continuar a ter suas medidas em relação a Covid 19 sempre assistidas por técnicos em segurança do trabalho para precaver não somente a saúde das gestantes, mas de todos os colaboradores”, esclareceu o diretor.